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André Lara Resende critica política de juros e atribui ao Banco Central parte do desequilíbrio fiscal

Economista ligado ao Plano Real questiona juros elevados e propõe rever a forma de tratar a relação entre política monetária e contas públicas.

Fotografia do edifício do Banco Central do Brasil em Brasília, imagem de arquivo.

Foto de arquivo: edifício do Banco Central em Brasília. FG fotos / Wikimedia Commons (CC0).

O economista André Lara Resende, integrante da equipe responsável pelo Plano Real, reacendeu a discussão sobre o peso da política monetária nas contas públicas. Em artigo recente, ele criticou os juros praticados pelo Banco Central e sustentou que o custo financeiro da dívida precisa ocupar posição central no debate fiscal.

Sua argumentação desafia a interpretação de que o déficit decorre principalmente das despesas primárias. O ponto econômico em discussão é a transmissão da taxa básica de juros ao custo de financiamento do setor público, em particular à parcela da dívida afetada pela política monetária.

A avaliação é uma posição defendida pelo economista, não um consenso entre especialistas. O debate envolve a eficácia dos juros no combate à inflação, a composição da dívida e os efeitos da política monetária sobre atividade e orçamento.

Fonte: Agência Brasil, 2 de novembro de 2026. Imagem de arquivo/ilustrativa.

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