Retrospectiva da semana | 2 a 7 de novembro de 2026
Em 4 de novembro de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 13,75% ao ano, por unanimidade. A decisão interrompeu cinco reduções consecutivas da taxa básica, em um momento de maior instabilidade cambial e expectativas de inflação ainda acima da meta.
No comunicado, o Banco Central mencionou a desaceleração da atividade econômica, a persistência das expectativas inflacionárias elevadas e a necessidade de cautela. O Copom não assumiu compromisso com o calendário dos próximos cortes. Parte do mercado esperava redução de 0,25 ponto percentual.
Manter a taxa nesse patamar conserva elevados os custos de referência do financiamento e o retorno de aplicações vinculadas aos juros de curto prazo. A transmissão para empréstimos a empresas e famílias, porém, depende também de inadimplência, concorrência bancária, custos operacionais, garantias e características de cada linha de crédito.
Entidades da indústria e do comércio criticaram a decisão, argumentando que juros altos limitam investimentos e consumo. O desafio permanece em conciliar o combate à inflação com uma economia cuja produção industrial perdeu força em setembro.
Fonte e conferência: reportagem e dados de referência. Imagem de arquivo ou ilustrativa.
Para aprofundar: Selic, crédito caro e financiamento pelo BNDES · O que é Selic e como afeta seu bolso.




Deixe um comentário