O El Niño de 2026 atingiu em outubro uma anomalia de temperatura da superfície do mar de 2,47 °C na região do Pacífico conhecida como Niño 3.4, a maior registrada para um mês de outubro na série histórica analisada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O desvio coloca o episódio entre os fenômenos de intensidade muito forte.
O que o recorde significa
A anomalia mede a diferença entre a temperatura observada do oceano e a média de referência, e não o aumento da temperatura do ar em todo o planeta. Na região Niño 3, com influência importante sobre a circulação atmosférica na América do Sul, o Inmet registrou desvio mensal de 3,56 °C.
Na última semana de outubro, o desvio em Niño 3.4 chegou a 2,5 °C, mas o órgão alerta que médias semanais e mensais não devem ser comparadas como se fossem indicadores equivalentes. O fenômeno pode alterar padrões de precipitação e temperatura no Brasil, embora os impactos concretos dependam da estação, da região e de outros sistemas climáticos.
O acompanhamento é relevante para agricultura, energia elétrica, defesa civil e infraestrutura. Em períodos de extremos, a preparação para estiagem em algumas áreas e excesso de chuvas em outras pode evitar prejuízos e proteger populações vulneráveis.
Fonte: Inmet, boletim de 3 de novembro de 2026. Imagem ilustrativa de nuvens; não representa medição oceânica.




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