A decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75% ao ano provocou reações de entidades da indústria, do comércio e de trabalhadores nesta quarta-feira (4). O principal argumento apresentado pelas organizações é que o custo elevado do crédito limita a expansão das empresas e o consumo das famílias.
O que dizem as entidades
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o Copom adotou uma postura excessivamente conservadora e defendeu a retomada da redução dos juros na reunião de dezembro. A Associação Paulista de Supermercados (Apas) também associou o patamar atual da taxa à dificuldade de financiar operações, consumo e investimentos.
Centrais sindicais, incluindo CUT e Força Sindical, criticaram os efeitos da taxa sobre endividamento, produção e emprego. As posições representam avaliações das entidades, e não uma previsão consensual sobre a economia.
O dilema da política monetária
O Banco Central afirma que a inflação esperada acima da meta e a elevação das incertezas exigem cautela. Há, portanto, uma disputa sobre a intensidade e o momento do aperto monetário: de um lado, a busca pela convergência dos preços; de outro, o risco de reduzir excessivamente a atividade econômica.
Crédito mais caro pode afetar especialmente setores dependentes de financiamento e consumidores que compram bens duráveis a prazo.
Fonte: Agência Brasil. Reportagem original FandNews, com base nas informações divulgadas em 4 de novembro de 2026.
Para aprofundar: Selic elevada, crédito e BNDES · Copom e impactos sobre o crédito.




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