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Ministro da Justiça relaciona bets a lavagem de dinheiro durante audiência no STF

Governo apresentou ao Supremo informações sobre operações e bloqueios de R$ 3,3 bilhões em movimentações suspeitas ligadas ao setor de apostas.

Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília, fotografia de arquivo

Sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em fotografia de 2015. Imagem de arquivo, não da decisão de 2026. Foto: Joehawkins / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou na terça-feira (3) que investigações identificaram uma relação preocupante entre plataformas de apostas eletrônicas e atividades do crime organizado. A declaração ocorreu em audiência pública no Supremo Tribunal Federal sobre a medida provisória que proibiu a exploração e a publicidade de apostas online.

De acordo com os dados apresentados pelo ministério e relatados pela Agência Brasil, operações policiais e do Ministério Público realizadas desde 2018 resultaram no bloqueio de R$ 3,3 bilhões em movimentações suspeitas relacionadas ao universo das apostas. O montante é um dado de investigações e bloqueios, não uma condenação judicial de todas as empresas do setor.

O caso é discutido pelo STF a partir de recursos de entidades ligadas ao mercado de apostas, que contestam a Medida Provisória nº 1.394/2026. O debate envolve tanto a repressão à lavagem de dinheiro quanto o alcance constitucional de uma proibição geral, além de efeitos sobre consumidores, clubes, trabalhadores e arrecadação.

A existência de operações suspeitas não permite afirmar que todas as plataformas ou seus usuários participem de crimes. O desafio das autoridades é distinguir fraudes e organizações criminosas das atividades lícitas e avaliar se as medidas adotadas são proporcionais aos riscos identificados.

Fontes e referências

Imagem: fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília, fotografia de arquivo.

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