Outra frente do caso Banco Master envolve suspeitas de benefícios patrimoniais ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Informações da Polícia Federal divulgadas em abril de 2026 apontaram seis imóveis de alto padrão, localizados em São Paulo e no Distrito Federal, vinculados a um suposto cronograma de vantagens indevidas.
Os valores citados pela investigação
De acordo com reportagem da CNN Brasil de 16 de abril, os imóveis eram avaliados em aproximadamente R$ 146,5 milhões, e pagamentos superiores a R$ 74 milhões teriam sido identificados pelos investigadores até aquele momento. Esses números dizem respeito ao estágio da investigação descrito em abril e não comprovam que todos os bens tenham sido integralmente pagos ou transferidos.
A hipótese policial busca esclarecer se os supostos benefícios estariam associados à facilitação de operações envolvendo ativos do Master e o BRB. O relatório mais recente, de 28 de outubro, também incluiu Costa entre os investigados no núcleo das operações com carteiras de crédito.
O contraditório
A defesa de Paulo Henrique Costa contesta a imputação de irregularidades. Reportagens sobre o novo relatório registraram a alegação de que ele teria identificado problemas, exigido garantias e atuado em decisões de gestão sem receber vantagem financeira. A extensão da controvérsia deverá ser avaliada em procedimentos legais, com acesso a documentos e direito de defesa.
A existência de imóveis sob investigação não autoriza afirmar como fato consumado a prática de corrupção. O caso exige distinguir registro de pagamentos, titularidade, vínculos entre pessoas e prova de eventual contrapartida em decisões bancárias.
Imagem ilustrativa editorial do FandNews; não constitui registro do acontecimento nem fotografia das pessoas mencionadas.
Fontes consultadas
CNN Brasil — apuração sobre os seis imóveis em abril
Folha — contexto do relatório de outubro
InfoMoney — indiciamentos de 28 de outubro
Imagem de arquivo/ilustrativa; não representa necessariamente o fato narrado. Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília / Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Miniatura pode ser recortada.



