O Banco de Brasília (BRB) recebeu alertas sobre problemas em carteiras de crédito originadas no Banco Master ainda em agosto de 2024, mas continuou adquirindo ativos nos meses seguintes, segundo relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta semana.
Sinais identificados antes da continuidade das compras
A investigação relata que uma das carteiras examinadas apresentava grande proporção de contratos problemáticos ou fora dos critérios do BRB. Em outro episódio, uma base de R$ 93 milhões teria sido reduzida a cerca de R$ 10 milhões considerados aproveitáveis na avaliação técnica.
Em janeiro de 2025, conforme a PF, uma carteira apresentada inicialmente por R$ 922 milhões foi reavaliada para R$ 164 milhões. Após questionamentos e mudanças de critérios, o valor considerado voltou a subir, para R$ 422 milhões. A sequência é citada pelos investigadores como indício de falhas de governança e na análise de risco.
O que a PF questiona
Entre as inconsistências descritas estavam inadimplência, falta de averbações, documentação incompleta e divergências de conciliação financeira. Segundo a apuração, a orientação para novas operações teria sido mantida mesmo após sucessivos avisos. A investigação busca determinar por que os mecanismos internos não interromperam as aquisições.
Indiciamentos de dirigentes não equivalem a conclusão judicial sobre responsabilidade. A defesa de Vorcaro sustenta que houve substituição de ativos e ausência de dano comprovado. Os envolvidos têm direito de apresentar suas versões e questionar as conclusões técnicas.
Imagem ilustrativa do acervo FandNews; não representa o fato investigado nem pessoas mencionadas.
Fontes consultadas
Folha de S.Paulo — 28 de outubro de 2026
Agência Brasil — indiciamentos e versões das defesas
Imagem de arquivo/ilustrativa; não representa necessariamente o fato narrado. Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília / Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Miniatura pode ser recortada.



