Mundo · FandNews

Ativistas entram em obra de data center da Microsoft em Amsterdã durante protesto ambiental

Manifestantes questionam consumo de energia e água na expansão de centros de dados; Microsoft e dona do empreendimento responderam ao protesto.

Edifícios do centro de dados da Microsoft em Middenmeer, Países Baixos, fotografados em 2023

Centro de dados da Microsoft em Middenmeer, Países Baixos, em 23/09/2023 (imagem de arquivo). Foto: Hay Kranen / Wikimedia Commons, CC BY 4.0.

Manifestação na sexta-feira (6) integra mobilização internacional contra a expansão de grandes centros de processamento de dados; empresas defendem a infraestrutura para serviços digitais e inteligência artificial.

Mais de cem ativistas entraram na sexta-feira, 6 de novembro de 2026, em um canteiro de obras de um centro de dados associado à Microsoft em Amsterdã, nos Países Baixos, segundo reportagem da Reuters. Participantes subiram em guindastes durante o protesto, observado por policiais. A mobilização foi organizada no contexto de manifestações previstas em 16 países pela coalizão Stop Dirty Data Centres.

Energia, água e expansão da inteligência artificial

Os manifestantes defendem uma pausa na construção de grandes instalações até que haja regras mais claras sobre consumo de eletricidade e água, uso do solo e impactos ambientais. Centros de dados armazenam e processam informações para serviços digitais, nuvem e sistemas de inteligência artificial. Seu consumo energético varia conforme porte, tecnologia, eficiência e matriz elétrica.

Segundo a Reuters, a Microsoft afirmou respeitar manifestações pacíficas, mas se opôs a ações ilegais. A Pure Data Centres, proprietária do local da obra, pediu que os participantes deixassem o espaço em segurança e ofereceu diálogo. Não há, na reportagem consultada, confirmação de que o protesto tenha provocado danos permanentes à instalação.

O dilema regulatório europeu

Governos europeus enfrentam o desafio de ampliar a capacidade computacional sem pressionar excessivamente redes elétricas e recursos hídricos. A comissária europeia Henna Virkkunen defendeu a necessidade de mais centros de dados, acompanhada de cautela com contas de energia, riscos de apagão e efeitos ambientais, conforme a Reuters.

O debate também interessa ao Brasil: a instalação de infraestrutura de inteligência artificial exige planejamento de energia, conexão à rede, disponibilidade de água quando aplicável e transparência sobre benefícios econômicos e custos locais. Esses efeitos precisam ser avaliados caso a caso, sem presumir que todas as instalações tenham o mesmo impacto.

Imagem de arquivo: centro de dados da Microsoft em Middenmeer, Países Baixos, fotografado em 23 de setembro de 2023. A fotografia não mostra a manifestação nem o canteiro de obras de Amsterdã. Autor: Hay Kranen; fonte: Wikimedia Commons; licença CC BY 4.0.

Fonte da notícia: Reuters, 6 de novembro de 2026. Leia também a cobertura do FandNews sobre custos da inteligência artificial.

Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Consulte nossa política de correções.

Leia também

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *